Esse passo tem muitos exercícios e teria sido difícel escolher apenas um caso eu não tivesse tido uma experiência completamente fora do normal no meu próprio caminho espiritual relacionada diretamente a este passo. Segue abaixo o exato exercício que fiz e que acredito que, se feito com seriedade e entrega também por você, pode provocar abalos sísmicos na sua consciência e na sua vida.
PRÁTICA DO NÃO-JULGAMENTO
Durante o dia de hoje, você vai prestar atenção aos seus pensamentos de maneira exímia e vai fazer uma coisa em especial com eles: quando um pensamento de julgamento* se manifestar, você vai passá-lo adiante. Como se você dissesse, “pode passar, que venha o próximo”. Se o próximo também for de julgamento, você repete a mesma atitude. Até que o pensamento que chegar não for de julgamento, então você pode mantê-lo, entretê-lo.
Mantenha sua atenção ligada para que você detecte os próximos pensamentos e consiga fazer essa prática.
Recomendo fortemente que você tenha pelo menos 1h de tempo livre para experimentar esse exercício, antes de ter que fazê-lo no meio de outras atividades que demandem muito de sua atenção. Ao fazer numa primeira hora sem compromissos, você se acostuma com a prática e consegue aplicar melhor durante o resto do dia.
* Pensamentos de julgamento pode ser qualquer julgamento, qualquer crítica, qualquer avaliação de superioridade ou inferioridade, qualquer classificação como bom ou mau.
Não subestime esse exercício pensando que ele é “bobinho”. Engaje-se nele durante um dia inteiro e veja o que acontece.
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Para lhe ajudar a se engajar este exercício, trago um trecho do livro “Criando Prosperidade“, de Deepak Chopra:
“Julgar não leva a nada. Quando abandonamos a necessidade de estar sempre
classificando as coisas como boas ou más, certas ou erradas, sentimos um silêncio maior
em nossa consciência. O diálogo interior começa a silenciar quando largamos o fardo do
julgamento, o que facilita o acesso ao vão entre os pensamentos.
Por isso é importante nos afastarmos de definições, rótulos, descrições,
interpretações, avaliações, análises e preconceitos, pois todos eles criam a turbulência que
é nosso diálogo interior”